Quarta-feira, Agosto 06, 2008

UM NOVO DESPERTAR

Nestes últimos dias em especial, as experiências de vida que vimos vivenciando refletiram-se internamente de forma mais intensa. Sempre que acontece algo similar, somos imbuídos de um inquietante impulso de externalizar toda esta energia... escrevendo.

O mundo como conhecemos desde sempre está mudando. Visivelmente. Mesmo assim, muitos (pra dizer a verdade, a maioria) insistem em não querer enxergar nem entender tantas mudanças. É sabido que nossos hábitos atuais, nossa forma desequilibrada e ecologicamente insustentável de viver terá que mudar, mesmo que os piores estragos que o planeta sofreu já sejam irreversíveis. O mundo como o conhecemos irá mudar, inevitavelmente. E com ele, nossos hábitos, nossas necessidades, nossas prioridades, nosso trabalho, nossas relações, nossa vida inteira também terá que mudar. Ou não teremos estrutura físico-moral-psico-social para suportar todas as mudanças. Por onde começar? Sem segredos: de dentro para fora.

Não se trata de profecia, nem religião, nem crença, nem supertição. Trata-se de uma lei da Natureza, muito mais forte e poderosa que qualquer lei humana: a Lei do Equilíbrio, que é regida pelas mesmas forças que criaram o Universo. Conforme essa lei, a Terra terá que passar por transformações intensas (não só físicas, geológicas ou estruturais, mas também internas), em todos os seus níveis, para que a vida no planeta volte a ser viável. Estamos vivendo o início destas mudanças. E elas se refletirão no interior de cada ser humano. Os que não aceitarem ou não viverem as mudanças sucumbirão perante o sofrimento, dor, loucura, desespero, perdição. Sofrerão reflexivamente tudo o que essa humanidade causou ao planeta, durante tanto tempo, consumindo, devastando e usufruindo de todos os seus recursos indiscriminada e inconseqüentemente. Aos que despertarem, será dada a chance de se colocar a serviço de um bem maior, guiados pela grande consciência planetária, pela consciência Crística, pela consciência Cósmica. Esses serão poucos, menos de dez por cento de toda a população mundial. Os outros, fatalmente, estarão sob domínio mental das forças involutivas que continuarão a mantê-los aprisionados nas leis das próprias sociedades em que vivem, onde continuarão na mesma inércia, escravizados pelo próprio ego, como uma grande massa alienada a trabalhar para manter o próprio sistema, ilusoriamente em troca de pequenos prazeres fúteis e falsas promessas de felicidade.

É preciso despertar. E agora! Cada momento, cada instante é muito precioso e não se deve perdê-lo. Já não há mais tempo para fazer o que é necessário. Não temos nem de longe o poder de mudar tudo por nossa conta própria. Dependemos de um milagre. Mas temos que aspirar por uma outra busca. Uma busca do que se perdeu. A busca do nosso silêncio interior. O eco do som do Universo que ressoa no fundo de cada alma. A voz de Deus. Apenas através desta busca poderemos ser resgatados.

Para isso, é preciso deixar de dar importância ao que não tem importância alguma, enfim. É preciso não pensar em nada, nem em si mesmo, até que sua mente torne-se uma página em branco e nada mais que isso. É preciso que não haja nem um ou outro separado, nem personalidades individuais, nem vontades próprias, até que se deixe a ilusão do livre-arbítrio, até que tudos sejamos apenas um, uma única unidade, a serviço de um ser maior que depende de nós e do qual dependemos: nosso planeta.

Para isso, a principal coisa a se fazer agora, neste exato momento, é orar, orar, e orar. Ore muito! Mas não pedindo nada em especial, nem para si mesmo, nem para ninguém. Ore em silêncio simplesmente. E o silêncio saberá o que fazer. Doe-se ao Universo, ao Cosmos, ao Supremo, e Ele saberá o que fazer. Não faça pergunta alguma, não busque nenhuma resposta, apenas doe-se, até que se acenda sua luz interior, até que o toque do Criador acenda novamente o brilho no coração de sua alma.

Feliz por estar de volta.
Paz!


Segunda-feira, Abril 14, 2008

Ensaio aberto: Conexão Tribal Africa Beat (e Mamur Bah)

Nunca tive uma experiência tão avassaladora ao assistir um show ao vivo. Se é que se pode chamar simplesmente de um show. Pois para mim, foi um claramente um profundo trabalho extraterrestre de musicoterapia cósmica com batidas tribais de percussão africana!! Aconteceu no parque Fazenda Lagoa do Nado, bairro Itapoã, em Belo Horizonte. Tentei ficar sentado na cadeira até a segunda música, mas quando meu queixo começou a tremer, meus olhos a lacrimejarem e minha garganta a endurecer, fui obrigado a levantar-me, pela força invisível e arrebatadora dos tambores do grupo do professor Mamur


E dancei, gritei, entrei na onda do African Beat, um ritmo quase que totalmente improvisado, misturando as batidas agudíssimas do djambé, das bongas, latas, bongôs, surdos, pratos...


É realmente imperdível. A próxima apresentação será no Parque das Águas do Barreiro. A entrada é livre. É altamente recomendável ir com roupas e calçados leves e os bolsos vazios.


* Clique e adicione esse evento na sua agenda:




Sexta-feira, Março 07, 2008

OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE - O GRANDE

(enviado pela amiga M. do Rosário)

Quando, à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1 - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 - Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.


Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
 
1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


"Pequenos personagens, grandes histórias. Pequenas histórias, grandes homens"

Domingo, Março 02, 2008

Muito trabalho...



Um ermitão, uma destas pessoas que se refugiam na solidão do deserto, do bosque ou das montanhas para dedicar-se somente à oração e penitência, muitas vezes comentava que tinha muito que fazer. Perguntaram-lhe como era possível que em sua solidão tivesse tanto trabalho.
- Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e domar um leão.
- Não vemos nenhum animal perto do local onde vives. Onde estão estes animais?
O ermitão explicou:
- Estes animais todos os homens têm, vocês também...
Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau. Tenho que domá-los para que só fixem sobre uma boa presa. São meus olhos. As duas águias ferem e destroçam com suas garras. Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir. São minhas mãos. Os dois coelhos querem ir onde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades. Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos mesmo que seja penoso problemático ou desagradável. São meus pés. O mais difícil é vigiar a serpente, apesar de ela estar presa numa jaula de 32 barras. Está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeia mal se abre a jaula. Se não a vigio de perto, causa danos. É minha língua. O asno é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações. Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia. É meu corpo. Finalmente, preciso domar o leão. Quer ser o rei, o mais importante; é vaidoso e orgulhoso. É meu coração.

Portanto, há muito que fazer...

(autor desconhecido)

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

O sistema alienador (ou A sociedade do consumo)

Na nossa sociedade, capitalista-consumista, ganha a briga aquele que consegue fazer com que o indivíduo consuma, por mais tempo, em maior quantidade e pelo maior preço, o seu produto, seja ele a audiência de um programa de TV, um cosmético, um fast-food, algumas horas de sexo (real ou virtual), horas de entretenimento, um tablóide sensacionalista, e outras tantas porcarias.

A estratégia usada é simples: criar necessidades. Quanta mais básicas, mais imprescindíveis, segundo a teoria da pirâmide das necessidades de Maslow. Vivíamos muito bem sem celulares, computadores, MSN, cigarros, bebidas, drogas, fast foods, videogames, cosméticos, anabolizantes, etc. etc. etc., até criarmos a necessidade, o hábito e a moda de consumí-los. A palavra stress nunca era usada com essa conotação antes do século passado, quando se tornou uma doença moderna e nos trouxe a necessidade de curá-la. Daí surgiram novos produtos, novas terapias, que proporcionam prazer momentâneo, opção de fuga dos problemas e das dores (em detrimento de seu enfrentamento e superação).

O consumo constante destas "fontes de prazer temporário" acabam transformando a necessidade temporária em permanente, obrigando-nos ao uso constante. Os exemplos são inúmeros. E as estratégias para aumentar o consumo também. A mais básica delas: facilitar o acesso à este ou aquele item de consumo. Perceba, você não precisa caminhar nem gastar muito para comprar um Super ou Aqui. Não precisa sair de casa nem se cansar na cozinha para fazer uma refeição, pois existe o fast-food delivery. E mesmo que você procure por programação cultural de qualidade na TV a cabo, o primeiro canal que aparece é sempre aquele onde estará sendo exibido algo que lhe chamará mais atenção do que aquilo que você iria assistir, e já até se esqueceu. A música que mais toca é sempre a mais "popular", aquela cuja mensagem está bem explícita, nunca a mais erudita, cuja essência verdadeira precisa ser sentida tocar no fundo da alma para ser percebida, e não apenas ouvida.

Indo mais além, vivemos num esquema em que temos que seguir uma série de padrões de comportamento, moda, linguajar, estética e hábitos para sermos socialmente aceitos. O diferente é rapidamente marginalizado (= colocado à margem). Criou-se a necessidade do status social. Trabalhamos não apenas para sustento próprio, mas para movimentar um sistema que compra nossa força de trabalho por um valor muito menor do que ela realmente valeria e em troca de subsídios (que acreditamos serem benefícios) que nos permitem manter um certo status social para que continuemos trabalhando para manter o próprio sistema!! É uma arquitetura perfeita.

Em meio a tudo isso, as "ferramentas de controle" do sistema agem em segundo plano, garantindo que permaneçamos alienados o bastante para não suspeitar de que nada disso está acontecendo e o que é mais comum: marginalizar também aqueles que incentivam aos demais a despertarem desse domínio. E enquanto ignoramos o crescimento desse controle invisível, florestas continuam sendo queimadas irresponsavelmente, nossa saúde é cada vez mais agredida por alimentos tóxicos e hábitos sedentários, nossos medos cada vez mais potencializados pela divulgação da violência, nossa cultura cada vez mais empobrecida com a avalanche de porcarias que nos bombardeiam todos os dias e sobretudo, nossa fé na "verdadeira verdade" cada vez menor por causa de todo esse esquema de alienação.

"Façamos nossa parte" para que o futuro possa existir e seja mais justo e habitável que esse nosso presente.

Paz.

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

Oração

Meu Deus…

 

Ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes,

e a não mentir para obter o aplauso dos débeis.

Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade,

e se me dás forças, não tires o meu raciocínio.

Se me dás êxito,

não me tires a humildade

se me dás humildade,

não tires a minha dignidade.

Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade,

e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério.

Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo,

e a julgar-me como o faço com os outros.

Não me deixes embriagar com o êxito,

quando o consigo,

nem a desesperar, se fracasso.

Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso

é a prova que antecede o êxito.

Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força

e que o desejo de vingança

é a primeira manifestação da debilidade.

Se me despojas do dinheiro, deixa-me a esperança,

e se me despojas do êxito,

deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.

Se me despojas do dom da saúde

deixa-me a graça da fé.

Se causo dano a alguém,

dá-me a força da desculpa,

e se alguém me causa dano,

dá-me a força do perdão e da clemência.

Meu Deus...

se me esquecer de Ti

Tu não Te  esqueças de mim!

Ámen

 

MAHATMA GANDHI

Sábado, Setembro 29, 2007

Mensagem aos 30 anos

Chegar aos 30 anos, assim como aos 7, 12, 15, 18, 21, 40, 50..., significa ao mesmo tempo o fechamento e o início de um ciclo. Nesse especial episódio da vida, que tive o prazer e honra de comemorar na presença de tantas pessoas especialmente queridas, quero deixar registrada a mensagem que compartilhei com elas no dia 1o de Setembro de 2007.
 
Desde nossa infância, durante a adolescência, mesmo quando adultos e ainda quando velhos, passamos o tempo todo, e durante toda a vida, questionando. Questionamos sobre nossas origens, sobre nossas dores, sobre o passado, sobre o futuro, sobre a vida, sobre a morte, sobre a existência ou inexistência de Deus, sobre o que há lá fora no universo. Questionamos sempre.
 
E um desses questionamentos, talvez o mais inquietante, seja sobre qual a forma ideal do Amor. Conhecemos o Amor de várias diferentes formas, muitas vezes sem saber qual delas é verdadeira, qual delas é ideal. Alguns passam grande parte da vida tentando encontrá-la, e quando acreditam que encontraram, etiquetam-na de diferentes nomes: amor verdadeiro, amor sem limites, amor total, amor sincero, amor além da vida, amor eterno enquanto dure, amor para sempre, amor de paixão, amor platônico, amor virtual, digital, sexual, e tantos outros nomes para tantas outras formas.
 
Mas afinal de contas, qual dessas é a forma ideal do Amor? Existiria uma forma ideal?
 
A grande verdade, meus amigos, é que o Amor não tem forma. O Amor não tem forma, nem tem cor, nem cheiro, nem gosto, nem textura, nem temperatura, nem duração, nem tamanho, nem volume, nem amplitude, nem fórmula, nem alcance, nem máximo, nem mínimo, nem mestre, nem escravo, nem dia, nem noite, nem saúde, nem doença, nem início, nem fim.
 
Não se pode definir o Amor. Muito menos categorizá-lo, classificá-lo, analisá-lo, reduzí-lo a palavras, a verbetes, a fórmulas. O amor é por si só indefinível. Para compreendê-lo, é necessário vivenciá-lo, percebê-lo, senti-lo, intuí-lo. Mas... como fazê-lo?
 
Livre-se. Livre-se de tudo. Livre seu pensamento de tudo. Liberte-se de seus conceitos, de seus preconceitos, de suas angústias, de suas ambições, de suas antipatias, de seus medos, de seus apegos, seus rancores, seus vícios, seus prazeres, suas vontades, suas crenças, seus dogmas, seus traumas. Liberte-se de suas cascas, suas culpas, suas feridas, suas vergonhas, suas carapuças, suas carapaças, seus escudos e suas espadas, sua raiva, seu ódio. Livre-se de suas vestes, de sua pele, até de seu corpo, de seus sentidos, até livrar-se de tudo o que é físico e mundano e que não lhe pertence.
 
O que resta, lé bem no fundo do interior do nosso Ser, é a nossa ALMA,
que é plena de Luz e Amor puros,
como a primeira porção de Deus que existiu em nós
e a única
que é realmente eterna.