O mundo como conhecemos desde sempre está mudando. Visivelmente. Mesmo assim, muitos (pra dizer a verdade, a maioria) insistem em não querer enxergar nem entender tantas mudanças. É sabido que nossos hábitos atuais, nossa forma desequilibrada e ecologicamente insustentável de viver terá que mudar, mesmo que os piores estragos que o planeta sofreu já sejam irreversíveis. O mundo como o conhecemos irá mudar, inevitavelmente. E com ele, nossos hábitos, nossas necessidades, nossas prioridades, nosso trabalho, nossas relações, nossa vida inteira também terá que mudar. Ou não teremos estrutura físico-moral-psico-social para suportar todas as mudanças. Por onde começar? Sem segredos: de dentro para fora.
Não se trata de profecia, nem religião, nem crença, nem supertição. Trata-se de uma lei da Natureza, muito mais forte e poderosa que qualquer lei humana: a Lei do Equilíbrio, que é regida pelas mesmas forças que criaram o Universo. Conforme essa lei, a Terra terá que passar por transformações intensas (não só físicas, geológicas ou estruturais, mas também internas), em todos os seus níveis, para que a vida no planeta volte a ser viável. Estamos vivendo o início destas mudanças. E elas se refletirão no interior de cada ser humano. Os que não aceitarem ou não viverem as mudanças sucumbirão perante o sofrimento, dor, loucura, desespero, perdição. Sofrerão reflexivamente tudo o que essa humanidade causou ao planeta, durante tanto tempo, consumindo, devastando e usufruindo de todos os seus recursos indiscriminada e inconseqüentemente. Aos que despertarem, será dada a chance de se colocar a serviço de um bem maior, guiados pela grande consciência planetária, pela consciência Crística, pela consciência Cósmica. Esses serão poucos, menos de dez por cento de toda a população mundial. Os outros, fatalmente, estarão sob domínio mental das forças involutivas que continuarão a mantê-los aprisionados nas leis das próprias sociedades em que vivem, onde continuarão na mesma inércia, escravizados pelo próprio ego, como uma grande massa alienada a trabalhar para manter o próprio sistema, ilusoriamente em troca de pequenos prazeres fúteis e falsas promessas de felicidade.
É preciso despertar. E agora! Cada momento, cada instante é muito precioso e não se deve perdê-lo. Já não há mais tempo para fazer o que é necessário. Não temos nem de longe o poder de mudar tudo por nossa conta própria. Dependemos de um milagre. Mas temos que aspirar por uma outra busca. Uma busca do que se perdeu. A busca do nosso silêncio interior. O eco do som do Universo que ressoa no fundo de cada alma. A voz de Deus. Apenas através desta busca poderemos ser resgatados.
Para isso, é preciso deixar de dar importância ao que não tem importância alguma, enfim. É preciso não pensar em nada, nem em si mesmo, até que sua mente torne-se uma página em branco e nada mais que isso. É preciso que não haja nem um ou outro separado, nem personalidades individuais, nem vontades próprias, até que se deixe a ilusão do livre-arbítrio, até que tudos sejamos apenas um, uma única unidade, a serviço de um ser maior que depende de nós e do qual dependemos: nosso planeta.
Para isso, a principal coisa a se fazer agora, neste exato momento, é orar, orar, e orar. Ore muito! Mas não pedindo nada em especial, nem para si mesmo, nem para ninguém. Ore em silêncio simplesmente. E o silêncio saberá o que fazer. Doe-se ao Universo, ao Cosmos, ao Supremo, e Ele saberá o que fazer. Não faça pergunta alguma, não busque nenhuma resposta, apenas doe-se, até que se acenda sua luz interior, até que o toque do Criador acenda novamente o brilho no coração de sua alma.
Feliz por estar de volta.
Paz!



